Regras de Clash Detection no Navisworks


O recurso de regras de clash no Autodesk Nanisworks tem o objetivo de ignorar determinados conjuntos de objetos durante o processamento do clash test. Deste modo, os clashes indesejados conhecidos também como falsos positivos, podem ser evitados.

Uma técnica interessante a adotar é criação de search sets (conjuntos de busca) e utilizá-los para como parâmetro para a criação de novas regras de clash.

Por exemplo, suponha que você queira que o clash test ignore todos os objetos contidos no subsolo e no térreo. Você pode filtrar estes objetos usando o comando Find Items e o parâmetro Layer dos objetos (Figura 1). Depois usar o comando Save Search na janela Sets para criar um novo Search Set no projeto (Figura 2).

Figura 1

Figura 2

Para criar uma nova regra de clash para ignorar os objetos contidos no search set “Itens no Subsolo/Térreo”, siga os procedimentos abaixo:

1. Na aba “Home”, painel “Tools”, clique no botão “Clash Detective”;

2. Na janela “Clash Detective”, clique na aba “Rules”;

3. Na aba “Rules”, clique no botão “New”;

4. Na janela “Rules Editor”, no campo “Rule Name”, digite “Ignorar itens no Subsolo/Térreo” para o nome da nova regra. Depois selecione na lista de templates o item “Same Selection Set” (Figura 3);

Figura 3

5. Ainda na janela “Rules Editor”, clique no item “<set>” no campo “Rule Description” e depois, selecione o search set “Itens no Subsolo/Térreo” (Figura 4) e clique “OK”;

Figura 4

6. Clique “OK” para a janela “Rules Editor” e finalizar a criação da nova regra que agora ficará sempre disponível na aba “Rules” da janela “Clash Detective” (Figura 5). Basta selecioná-la antes de rodar o Clash Test.

Figura 5

Nota 1: as regras de clash ficam armazenadas no arquivo NWF e o Navisworks vai acumulando um histórico, na aba “Rules” das últimas regras de clash usadas no software.

Nota 2: no blog Beyond Design há um artigo que aborda mais detalhes sobre como evitar os falsos positivos:

http://beyonddesign.typepad.com/posts/2012/08/using-clash-rules-in-navisworks-to-reduce-false-positives.html

Bom pessoal, termino por aqui esse artigo sobre a criação de regras de clash no Navisworks! Espero ter dado uma boa introdução ao assunto. Por favor, estejam a vontade para postar seus comentários.

Até a próxima!

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Treinamento Modelagem BIM de Instalações Elétricas


MEP ELE-01

Sobre o Treinamento

Esse treinamento tem um enfoque prático na elaboração de modelos BIM para instalações prediais elétricas utilizando o software Autodesk Revit MEP.

É direcionado para profissionais ou estudantes envolvidos na elaboração de projetos de instalações prediais elétricas de baixa tensão e não requer experiência prévia na utilização de qualquer ferramenta de modelagem BIM.

  • Carga horária: 30 HORAS – 10 aulas de 3 horas.
  • Treinamento disponível nas modalidades presencial (em SP) ou online.
  • Para saber mais detalhes CLIQUE AQU!I

Sobre o Professor

Ari Monteiro é proprietário da Dharma Sistemas, Cientista da Computação e Mestre em Engenharia de Construção Civil e Urbana pela Escola Politécnica da USP. Profissional com grande experiência na implantação e customização de ferramentas CAD/BIM. Pesquisador e membro do grupo de pesquisas TICHIS (Rede BIM Brasil) desde 2008. Membro da comissão de estudo ABNT/CEE-134 para elaboração da norma BIM nacional. Docente convidado em programas de pós-graduação sobre a tecnologia BIM. Atualmente, presta serviços de consultoria em BIM e outras tecnologias relacionadas para várias empresas de Engenharia, Arquitetura e Construção.

Utilização do padrão BCF


O BCF (BIM Collaboration Format) é um padrão desenvolvido pela buildingSMART (mesma organização que desenvolveu o IFC) que permite registrar o processo de revisão de modelos BIM. Este padrão prevê o armazenamento dos comentários e capturas de tela associadas a esses comentários.

Existem algumas ferramentas para revisão de modelos BIM tais como, o Solibri Model Checker e Tekla BIMsight que possuem suporte nativo ao padrão BCF. O Autodesk Revit ainda não possui um recurso nativo para trabalhar com o padrão BCF.

Este artigo abordará a utilização de uma extensão (add-in) gratuita chamada “BCFier” (Figura 1), disponível para download no link http://bcfier.com/#about. Com essa extensão é possível fazer a revisão de modelos BIM dentro do Revit usando o padrão BCF.

Figura 1

Após fazer o download e instalar o add-in, um novo botão na guia “Add-ins” será adicionado para ativar a janela do gerenciador BCF (Figura 2).

Figura 2

Algumas configurações iniciais são recomendadas antes de começar a usar o BCFier. Siga os procedimentos abaixo para realizar essas configurações.

1. Na guia “Add-ins”, clique no botão “BCFier”;

2. Na janela “BCFier for Revit”, clique no botão “Settings” na barra de ferramentas (Figura 3);

Figura 3

3. Na janela “Settings”, guia “General”, preencha os campos indicados na Figura 4 com o nome do usuário e os termos que deseja usar para o status dos comentários durante o processo de revisão de modelos BIM;

Figura 4

4. Ainda na janela “Settings”, clique na guia “Autodesk Revit” e desmarque a opção indicada na Figura 5;

5. Para efetivar as configurações, clique no botão “Save”.

Figura 5

Adição de Comentários

Os dados no padrão BCF ficam gravados em um arquivo de extensão “BCFzip”. Para criar um novo arquivo BCFzip e adicionar comentários, siga os procedimentos abaixo:

1. Ative a vista 3D padrão “{3D}”;

2. Na janela “BCFier for Revit”, clique no botão “New BCF” na barra de ferramentas;

3. Ao iniciar um novo arquivo BCFzip, a janela do add-in já automaticamente apresenta um novo comentário (Figura 6);

Figura 6

4. Preencha os dados do comentário da seguinte forma:

  • Campo “Issue Title”: preencha aqui um código para o comentário. Como sugestão de código utilize a sigla “C” seguida de um número de dois dígitos, por exemplo: “C-01”;
  • Campo “Description”: preencha com uma descrição curta do comentário. Exemplo: “Modelo de vaso sanitário”;
  • Botão “Add View”: antes de clicar neste botão, enquadre na vista 3D os objetos que deseja mostrar no comentário. Clique no botão “Add View” e na janela que será exibida (Figura 7), use os botões “Browse”, “Annotate” ou “Remove” para indicar, respectivamente, o local de gravação da captura de tela, adicionar alguma anotação sobre a vista ou remover a captura de tela para pegar outra captura. Utilize a opção “Include Comment” para adicionar o texto que complementa aquele digitado no campo “Description”, detalhando mais o comentário. Clique no botão “Add” para fechar a janela “Add View”;

Figura 7

5. Para adicionar novos comentários use o botão “Add Issue”. Caso seja preciso remover um comentário, basta selecioná-lo na lista de comentários na parte esquerda da janela e usar o botão “Delete Issue” (Figura 8).

Figura 8

6. Após adicionar todos os comentários desejados, na janela “BCFier to Revit”, clique no botão “Save As…” para salvar o arquivo BCFzip. Após salvar o arquivo, o BCFier deverá abrir a janela do Windows Explorer indicando o local onde o arquivo BCFzip foi salvo. Basta apenas fechar esta janela. Não existe um comando “Save”, somente o comando “Save As…”, logo se forem realizadas alterações nos comentários existentes ou, novos comentários forem adicionados, devem-se salvar os resultados no mesmo arquivo BCFzip, sobrescrevendo-o. Como sugestão de nome para o arquivo BCFzip utilize uma nomenclatura que indique as disciplinas envolvidas na compatibilização e um número sequencial  para o arquivo BCFzip. Exemplo: REV-ARQ-HID-001.bcfzip. A sigla “REV” refere a atividade de “revisão de modelos” e as siglas “ARQ” e “HID”, referem-se as disciplinas envolvidas na revisão e o número de 3 dígitos no final é apenas um sequenciador do arquivo BCFzip.

Checagem dos Comentários

Quando o projetista precisa checar os comentários feitos ao seu modelo usando o arquivo BCFzip, os seguintes procedimentos devem ser executados:

1. Com o modelo a ser revisado aberto, clicar na guia Add-ins o botão “BCFier”;

2. Na janela “BCFier for Revit”, clique no botão “Open BCF” na barra de ferramentas (Figura 9);

Figura 9

3. Indique o arquivo BCFzip que deseja abrir;

4. Após a abertura do BCFzip, use a lateral esquerda da janela “BCFier for Revit” para navegar pelos comentários. Selecione um comentário e depois clique na imagem associada ao comentário na lateral direita da janela. O Revit ajustará a câmera para o ponto de vista gravado no comentário selecionado (Figura 10);

Figura 10

5. Uma vez ativada a vista associada ao comentário, o projetista responsável pode responder de duas maneiras ao comentário:
Cenário 1: Resolver diretamente o comentário sem questionamentos. Neste caso o projetista modifica o status do comentário para “Atendido” e adiciona no campo “Add a comment” o texto “Comentário atendido”. Quando o arquivo BCFzip for devolvido para a coordenação de projetos, essa deverá mudar o status do comentário para “Fechado” e adicionar no campo “Add a comment” o texto “Comentário fechado” (Figura 11).

Figura 11

Cenário 2: Fazer questionamentos sobre o comentário a coordenação de projetos. Neste caso os projetistas envolvidos podem usar os campos “Add a comment” para discutir a solução do problema encontrado. O status dos comentários emitidos nas discussões deve ficar como “Em progresso”. Somente quando o problema for resolvido pelo projetista responsável, o seu comentário deve assumir o status “Atendido”. A coordenação, por sua vez, deverá adicionar o último comentário, como no cenário 1, com o status “Fechado” (Figura 12).

Figura 12

Nota (sobre o nome do arquivo BCFzip): em ambos os cenários o arquivo BCFzip deve ser salvo, sobrescrevendo o arquivo existente. Por exemplo, se o arquivo BCFzip originalmente criado pela coordenação de projetos se chama REV-ARQ-HID-001.bcfzip, quando o projetista responsável for salvar os comentários atendidos, o arquivo devolvido para a coordenação de projetos deve também se chamar REV-ARQ-HID-001.bcfzip. Deste modo, um arquivo BCFzip deve registrar todo o histórico de comentários associados a uma determinada revisão de um modelo BIM. No fim do processo o REV-ARQ-HID-001.bcfzip deve ter todos os comentários com o status “Fechado”, o que indica que todos os comentários foram atendidos.

Nota (sobre a exclusão de comentários adicionais): um comentário, como foi visto neste artigo, pode conter outros comentários adicionados durante o processo de interação entre projetistas e coordenação. Não é possível editar um comentário que já foi postado. Mas, é possível excluí-lo do histórico. Para isso, passe o cursor na borda direita do comentário e um ícone de exclusão (Delete comment) deverá aparecer. Clique neste ícone para excluir o comentário (Figura 13).

Figura 13

Bom pessoal termino por aqui esse artigo sobre o uso do BCF para revisão de modelos BIM! Espero ter dado uma boa introdução ao assunto. Por favor, estejam a vontade para postar seus comentários.

Até a próxima!

Worksharing – Parte 2


Continuando post da semana passada vamos explorar um pouco mais os recursos disponíveis no Autodesk Revit para manipular uma cópia do Modelo Central no processo de worksharing.Estes recursos podem ser acessados a partir da guia Collaborate (Figura 1). Para a descrição completa destas funcionalidades, tecle F1 com o cursor sobre cada botão.

Figura-01

Figura-01

Por exemplo, para saber o que faz o botão “Worksets”, pare o cursor sobre ele, tecle F1 e aguarde o help-online redirecionar para o tópico relacionado a este comando, que neste caso se chama “Enabling Worksharing” (Figura 2).

Figura-02

Figura-02

Ao abrir pela primeira vez uma cópia do Modelo Central, você deverá receber a uma mensagem similar à apresentada na Figura 3. Clique no botão “Fechar” para continuar a abertura do arquivo normalmente.

Figura-03

Figura-03

Em resumo, esta mensagem informa que o Modelo Central foi movido ou copiado de uma determinada pasta para outra e lhe dá duas sugestões:

1. Tornar este arquivo outro Modelo Central, usando a opção “Make this a Central Model after save”;
2. Tornar este arquivo uma cópia local do usuário (local user copy).

O que interessa agora é a opção 2, isto é, você vai informar ao Revit que este arquivo será sua cópia local do Modelo Central.

Após a abertura da cópia do Modelo Central, tecle CTRL+S (comando Save) e CTRL+F4 (comando Close). A próxima vez que você abrir este arquivo a mensagem da Figura 3 não deverá mais aparecer, isto porque o Revit agora reconhece este arquivo é uma cópia local do usuário.

Os tópicos seguintes contêm roteiros para executar algumas atividades comuns relacionadas com a manipulação de cópias locais de usuário.

I. Selecionar worksets que serão carregados/descarregados

Você pode selecionar quais worksets serão carregados na memória RAM durante a abertura do projeto, ou depois que ele já estiver aberto. No primeiro caso, utilize os procedimentos abaixo:

1. Na caixa de diálogo do comando Open, no lado esquerdo do botão “Open”, selecione a opção “Specify…” (Figura 4) e em seguida clique no botão “Open”;

Figura-04

Figura-04

2. Na janela “Opening Worksets”, selecione os worksets que você não quer que sejam carregados (Figura 5). Mantenha a tecla CTRL pressionada para selecionar mais de um workset. Após a seleção, clique no botão “Close” e clique “OK” para continuar a abertura do projeto.

Figura-05

Figura-05

3. Após abertura do projeto você deverá notar que as partes associadas aos worksets que não foram carregados não estarão visíveis. Acione uma vista de elevação e você deverá notar que apenas os objetos do pavimento associado aos worksets carregados serão exibidos.

Outra maneira de descarregar/carregar worksets é a partir do projeto aberto. Neste caso, ative o botão “Worksets” na guia “Collaborate”.

Para descarregar um ou mais worksets, selecione os worksets desejados com o botão CTRL pressionado e clique no botão “Close” (Figura 6).

Figura-06

Figura-06

Para carregar um ou mais worksets, selecione os worksets desejados com o botão CTRL pressionado e clique no botão “Open” (Figura 7).

Figura-07

Figura-07

II. Reservar worksets para edição

Reservar worksets para edição significa restringir para um determinado usuário, o controle de modificação dos objetos associados a estes worksets. O usuário em questão refere-se àquele que ativou a opção “Editable” nos worksets.

Quando um usuário reserva um workset para edição, os demais usuários não podem modificar os objetos pertencentes a este workset. Caso eles queiram editar o Revit exibirá uma mensagem de alerta e impedirá a modificação.

Para ativar a opção “Editable” para um ou mais worksets, siga os procedimentos a seguir:

1. Na guia Collaborate, painel Worksets, acione o botão “Worksets”;

2. Na janela Worksets, selecione os worksets que deseja reservar para edição, clique no botão “Editable” (Figura 8). Note que na coluna “Owner” deverá aparecer o nome do seu usuário Windows, indicando que os worksets selecionados estão agora reservados para você;

Figura-08

Figura-08

3. Clique no botão “OK” para finalizar o comando.

Para desativar o modo edição dos worksets, utilize a opção “Non Editable” na caixa de diálogo “Worksets”. Outra maneira de fazer isto é utilizando o comando “Relinquish All Mine” (Figura 9). Este comando se encarrega de liberar todos os worksets reservados por você.

Figura-09

Figura-09

Outra maneira de liberar os worksets reservados por você é pela janela que aparece quando você fecha o projeto sem usar o comando “Relinquish All Mine” antes.

Esta janela lhe dá duas opções. A primeira opção, que é a padrão, “Relinquish elements and worksets”, equivale ao comando “Relinquish All Mine”. Já a segunda opção “Keep ownership of elements and worksets” não libera os worksets que você reservou para outros usuários editarem.

III. Compartilhamento o Modelo Central com outras disciplinas

Antes que o Modelo Central do escritório de arquitetura possa ser compartilhado com o escritório de estrutura, por exemplo, deve-se fazer uma cópia independente deste modelo. Para isto, siga os seguintes procedimentos:

1. Ative o comando Open e navegue até o local onde o Modelo Central esta armazenado;

2. Selecione o Modelo Central e então, marque a opção “Detach from Central” e desmarque a opção “Create New Local” (Figura 10);

3. Na janela Detach Model from Central, selecione a primeira opção “Detach and discard worksets” (Figura 11). O Revit deverá criar uma cópia independente do Modelo Central sem worksets;

Figura-10

Figura-10

Figura-11

Figura-11

4. Ative o comando Save para salvar a cópia do Modelo Central. Disponibilize está cópia para o escritório de estrutura.

Bom pessoal, termino por aqui esta série de dois artigos sobre o worksharing. Espero que estes tenham dado uma introdução ao assunto. Por favor, estejam a vontade para postar seus comentários.

Até a próxima!

Worksharing – Parte 1


Neste post vou abordar uma das estratégias de modelagem mais interessantes e importantes do Revit que é técnica de compartilhamento de trabalho (worksharing).

Worksharing é uma técnica de trabalho baseada no compartilhamento do modelo BIM (Modelo Central) com vários usuários, que podem fazer modificações em partes pré-definidas do modelo e sincronizar estas alterações no Modelo Central (Figura 1).

A ideia é que os usuários trabalhem com uma cópia do Modelo Central em suas máquinas, ou na rede local do escritório.

O Modelo Central deve conter subdivisões lógicas (os worksets) que vão permitir o controle das alterações ao longo do desenvolvimento do projeto. Exemplos de worksets são: paredes externas, paredes internas, instalação elétrica, instalação hidráulica, etc.

A definição dos worksets está estritamente relacionada com a estratégia que será usada para controlar as alterações do modelo. Como cada disciplina pode adotar uma estratégia diferente, no final, cada uma poderá ter uma organização diferente de worksets.

Figura-01

Figura-01

O primeiro passo para utilizar a técnica de worksharing é criar um Modelo Central. Para isso, siga os passos abaixo:

1. Abra o modelo que deseja converter em Modelo Central;

2. Na guia Collaborate, no painel Worksets, selecione o botão “Worksets”;

3. Clique OK para a caixa de diálogo “Worksharing” (Figura 2). Isto deverá criar os worksets padrão do Revit, a saber:

  • Shared Levels and Grids: associado a todos os níveis e eixos do modelo;
  • Workset 1: associado a todos os outros objetos do modelo.
Figura-02

Figura-02

4. Será exibida outra caixa de diálogo chamada “Worksets”. Note que nesta caixa aparecem os dois worksets citados no item anterior. A coluna “Owner” deverá aparecer com o seu usuário do Windows (login utilizado para iniciar seu computador). Neste tutorial você irá criar um workset para cada pavimento. Para criar o primeiro workset, clique no botão “New”;

5. Na caixa “New Workset”, digite Level 1 e clique OK;

6. Repita os dois últimos passos para criar os próximos worksets: Level 2 e Level 3. No final, a caixa “Worksets” deverá ficar como na Figura 3;

Figura-03

Figura-03

7. Agora você deverá transferir os objetos de cada pavimento para seu respectivo workset. Ative a planta do primeiro pavimento dando um clique duplo sobre ela na janela do “Project Browser”;

8. Clique na guia “Collaborate” e selecione “Gray Inactive Worksets” (Figura 4), isto deverá facilitar o processo seguinte, que consiste em associar os objetos para o workset correspondente ao pavimento ativo;

Figura-04

Figura-04

9. Selecione uma das paredes internas do pavimento, clique botão direito e escolha no menu o comando “Select All Instances/Visible in View”;

10. Na janela Properties a esquerda da tela, procure a propriedade “Workset”, selecione o workset correspondente ao pavimento ativo e clique no botão “Apply” para efetivar o comando. Note que estes objetos ficarão com tom de cinza (Figura 5);

Figura-05

Figura-05

11. Repita os dois últimos passos para cada categoria de objetos 3D do pavimento (portas, janelas, mobiliários, equipamentos sanitários, etc.). Ao final do processo a planta do pavimento deverá ficar com todos os objetos em tom de cinza (Figura 6);

Figura-06

Figura-06

Nota 1: Objetos que ocupam mais de um pavimento como rampas e escadas, podem compartilhar um mesmo workset. Uma sugestão seria criar um workset chamado circulação vertical.

Nota 2: Os passos 10 e 11 estão partindo do princípio que você tem um modelo completo que foi feito sem utilizar a técnica de worksharing. Se você está utilizando worksharing desde o começo do processo de modelagem tudo fica mais simples. É só lembrar-se de ativar o workset correto (aquele correspondente ao pavimento ativo) antes de começar a inserir objetos no modelo.

12. Ative a planta de cada pavimento e associe os objetos destes pavimentos aos respectivos worksets;

Nota 3: Se você tiver um terreno no modelo uma sugestão é criar um workset para ele.

13. Clique na guia Collaboration e clique no botão “Gray Inactive Worksets” para desligar o tom de cinza dos objetos;

14. Ainda na guia Collaboration, clique no botão “Synchronize With Central/Synchronize Now” (Figura 7). Este comando deverá atualizar todas modificações feitas no Modelo Central;

Figura-07

Figura-07

Figura-08

Figura-08

15. Ainda na guia Collaboration, clique no botão “Relinquish All Mine” (Figura 8). Este comando deverá liberar todos os worksets do Modelo Central para edição;

Nota 4: Quando um workset é criado o seu estado inicial padrão é “Editable” ou editável e a edição deste workset fica restrita para quem o criou, isto é, o “Owner” ou dono do workset é o usuário que o criou. Antes de fechar o Modelo Central devem-se liberar todos os worksets que estiverem em poder de quem os criou ou editou, o que se consegue com o comando “Relinquish All Mine”. Se este comando não for utilizado, os demais usuários não conseguiram ativar o estado “Editable” dos worksets.

16. Feche o arquivo do Modelo Central;

17. Peça aos usuários que copie, usando o Windows Explorer o Modelo Central para as máquinas deles, ou para outro local da rede. Os usuários não devem renomear os arquivos deles e o arquivo do Modelo Central também não deve ser renomeado ou movido.

Nos próximos posts vou explicar quais são os recursos disponíveis para trabalhar com o Modelo Central.

Até a próxima!

Uso do formato DWF – Parte 2


Neste post vou abordar as ferramentas de marcação (markups) existentes no aplicativo Autodesk Design Review. A ideia deste recurso é auxiliar na documentação do processo de modificação de projetos. Objetos markup possuem propriedades de status que permitem armazenar comentários, bem como o nome do usuário Windows que adicionou estes comentários.

Estes comentários podem ser exportados em formato texto, obtendo-se assim um histórico de todas as solicitações de revisão ocorridas em um projeto.

É possível adicionar markups tanto em vistas 3D quanto em vistas 2D. As ferramentas de marcação estão todas na guia “Markup & Measure” (Figura 1).

Figura 1

Figura 1

Marcações em vistas 3D
O único tipo de markup disponível quando uma vista 3D está ativa é “Rectangle Callout” no painel Callouts (Figura 2).
Para utilizar este comando clique no botão “Rectangle Callout” e na sequência clique um ponto sobre o modelo e depois clique outro ponto para indicar o local da chamada (Callout).
Ao posicionar a chamada uma caixa de texto será exibida. Então, adicione nesta caixa de texto um código para a chamada (Figura 3) e clique fora da caixa de texto para finalizar o comando.

Figura 2

Figura 2

Figura 3

Figura 3

Após a inserção da chamada você pode mudar o tamanho da caixa de texto usando os pontos de controle indicados na Figura 4.

Figura 4

Figura 4

Também é possível mudar o tamanho da letra utilizada na chamada. Para isso, clique na borda da caixa de texto e na guia “Markup & Measure”, painel “Formatting” (Figura 5).

Figura 5

Figura 5

Todas as marcações ficam disponíveis nas abas “Markups” (Figura 6) e “Markup Properties” (Figura 7) na lateral esquerda da tela. Um markup possui algumas propriedades importantes, a saber:

1.       Label – é rótulo usado para identificar o markup na tela;

2.       Status – pode assumir os valores:

(a) None – status inicial;

(b) For Review – status que normalmente se ajusta para indicar que o markup deve ser revisado por alguém;

(c) Question – status utilizado para indicar um questionamento sobre o assunto tratado no markup. Por exemplo, quem esta revisando o markup deseja perguntar algo para o quem adicionou o markup;

(d) Done – status utilizado para indicar que o assunto do markup foi resolvido.

3.       New Note – espaço reservado para acrescentar comentários ao markup em cada status;

4.       History – apresenta o histórico de comentários adicionados ao markup.

Figura 6

Figura 6

Figura 7

Figura 7

Marcações em vistas 2D/Screenshots (fotos) do modelo 3D

Para estes tipos de vista existem mais opções de markups. A Figura 8 apresenta os recursos de markup que são habilitados quando uma folha, por exemplo, está ativa.

Figura 8

Figura 8

Existem vários tipos de chamadas (callouts) com nuvens de revisão retangulares e poligonais, além ferramentas de texto hachura e desenho. A Figura 9 apresenta exemplos de markups em folhas.

Figura 9

Figura 9

Aqui termino está série de dois posts sobre DWF. Espero que tenha fornecido informações úteis. Aguardo a colaboração dos leitores sobre mais algum aspecto desta tecnologia que queiram saber. Seria um prazer ajudá-los!

Abraço e até a próxima!

Uso do formato DWF – Parte 1


Publicarei nesta série de posts matérias sobre um dos recursos mais interessantes dos produtos Autodesk: o formato DWF acrônimo de Drawing Web Format.

Este formato foi desenvolvido pela Autodesk e apresentado pela primeira vez no AutoCAD R14. Ele permite trabalhar com informações 2D e/ou 3D (incluindo parâmetros dos objetos).

Também é possível adicionar comentários e nuvens de revisão, controlar o status destas marcações e desta forma documentar alterações realizadas no projeto. As marcações feitas em vistas 2D podem ainda serem vinculadas ao arquivo de origem (Figura 1) para checagem da exata posição de uma determinada revisão.

Os arquivos DWF podem ser gerados a partir do AutoCAD, Revit, Inventor entre outras aplicações e podem ser manipulados utilizando uma ferramenta gratuita chamada Autodesk Design Review.

Figura 1

Figura 1

Geração de um arquivo DWF

Vejamos como se gera um DWF a partir do aplicativo Autodesk Revit 2013.Utilize o comando Botão Application -> Export -> DWF/DWFx (Figura 2).

Com este comando você pode criar tanto DWFs tanto das vistas 3D quanto das vistas 2D, ou ainda um DWF com várias páginas contendo todas as vistas do modelo RVT. Para gerar um DWF contendo apenas o modelo 3D, siga os procedimentos abaixo:

  1. Ative a vista 3D do modelo;
  2. Ative o comando Botão Application -> Export -> DWF/DWFx;
  3. Na janela do comando, clique no botão Next;
  4. Indique o local onde deseja armazenar o DWF e escolha o formato “DWF Files (*.dwf)” na janela “Export DWF…” (Figura 3) e clique OK para finalizar o comando.
Figura 2

Figura 2

Figura 3

Figura 3

Para gerar um DWF contendo o modelo 3D e algumas vistas 2D e/ou folhas do projeto, siga os procedimentos abaixo:

  1. A partir de qualquer vista ative o comando Botão Application -> Export -> DWF/DWFx;
  2. Na janela do comando, selecione no campo “Export” a opção “<In session view/sheet set>”;
  3. Na sequência selecione no campo “Show in list” a opção “All views and sheets in the Model”;
  4. Marque na lista de vistas aquelas que deseja exportar para DWF e clique Next para continuar;
  5. Indique o local onde deseja armazenar o DWF e escolha o formato “DWF Files (*.dwf)” na janela “Export DWF…” e clique OK para finalizar o comando.

Nota: Quanto mais vistas você selecionar mais demorado será o tempo de geração do DWF e maior o arquivo gerado ficará.

Ferramentas de navegação no DWF

Existem vários recursos para navegação no DWF. Os principais comandos ficam agrupados em um recurso chamado “Wheel” (roda). Para ativar este recurso, na barra de ferramentas do Design Review, clique no botão indicado na Figura 4.

Figura 4

Figura 4

Este botão deverá ativar a roda de navegação mais simples chamada “Object Wheel” que também pode ser ativada pelo atalho de teclado CTRL+SHIFT+I. Com o “Object Wheel” (Figura 5) os comandos disponíveis são:

Figura 5

Figura 5

  1. Center – permite redefinir o ponto de alvo (target) da câmera. Use-o toda vez que ao orbitar o modelo (botão Orbit) o mesmo fugir muito da tela. Para usá-lo, clique e segure sobre o botão “Center”, arraste o cursor sobre o modelo e solte na posição onde deseja posicionar o novo alvo da câmera;
  2. Zoom – similar ao comando Zoom do Revit/AutoCAD. Para usá-lo, clique e segure o botão e na sequência arreste o cursor para cima ou para baixo;
  3. Rewind – permite reativar as vistas geradas pelos comandos Zoom e Orbit. Seu funcionamento é similar as demais ferramentas, usando o conceito de Drag and Drop (arrastar e soltar);
  4. Orbit – permite orbitar pelo modelo em torno do alvo da câmera definido pelo comando “Center”. Também funciona com o conceito de Drag and Drop (arrastar e soltar).

O segundo tipo de roda contém comandos normalmente utilizados para navegação no interior de ambientes do modelo. Ela se chama “Tour Building Wheel” e pode ser ativada pelo atalho de teclado CTRL+SHIFT+J (Figura 6).

Antes de utilizar os comandos desta roda, use os comandos “Zoom” e “Orbit” da “Object Wheel” para ajustar uma vista próxima a uma parede externa da do edifício. Depois use o comando “Center” para redefinir o alvo da câmera para um ponto no interior do edifício e ative a “Tour Building Wheel.

Agora, vamos aos comandos desta roda. Ela tem o comando “Rewind” da “Object Wheel” mais os seguintes comandos:

  1. Forward – use este comando para caminhar para frente ou para trás;
  2. Look – use este comando para olhar em torno da posição do observador;
  3. Up/Down – permite definir a altura do observador.
Figura 6

Figura 6

O terceiro tipo de roda é a “Full Navegation Wheel” (Figura 7) que contêm todos os comandos das rodas anteriores, com exceção o comando “Forward”, mas os comandos “Walk” (funcionamento similar ao comando “Forward”) e “Pan”. Assim como todos os comandos vistos até agora, o funcionamento destes segue o conceito de “Drag and Drop”.

Figura 7

Figura 7

Além destes comandos existem também recursos para gerar cortes no modelo 3D a partir de um determinado plano. Estes recursos estão na guia Tools, painel 3D Tools (Figura 8). Utilize este recurso para visualizar melhor detalhes internos do modelo.

Figura 8

Figura 8

Para usar estes comandos de corte, clique segure e arraste (drag and drop) sobre a face do modelo (comando Section Face) ou plano de corte (comandos Section XY, XZ ou YZ). A Figura 9 apresenta um exemplo de corte feito no modelo a partir do plano XZ.

Figura 9

Figura 9

Para cada corte que você cria no modelo um novo “nó” é gerado na guia “Cross Sections” na lateral direita da tela. Clicando com o botão direito sobre este nó (Figura 10) é possível aplicar os seguintes comandos:

  1. Flip – permite inverter o lado do corte;
  2. Hide – desliga o corte;
  3. Active – liga o corte;
  4. Viewpoint – ativa uma vista frontal do corte;
  5. Rename – permite renomear a vista de corte;
  6. Reset – desfaz qualquer alteração realizada na posição e orientação do plano de corte. Use este comando, se você utilizou as setas da tríade para alterar o corte, mas deseja voltar a definição original do corte;
  7. Delete – permite excluir o corte.
Figura 10

Figura 10

No próximo post vou abordar as ferramentas de marcação (markups) existentes no Design Review.

Até a próxima!